
A infertilidade é uma condição, não um culpado
Infertilidade não é uma sentença. É uma condição clínica que pode afetar mulheres e homens, muitas vezes de forma silenciosa.
Investigar a causa da dificuldade para engravidar é o primeiro passo para encontrar o caminho mais eficaz. Sem suposições, sem tentativas no escuro, sem perda de tempo.
A investigação correta:
Evita tentativas desnecessárias
Reduz o tempo até a gestação
Permite personalizar o tratamento
Identifica fatores que podem ser corrigidos
Quando iniciar a investigação da fertilidade?
A orientação padrão é:
Casais com menos de 35 anos devem investigar após 12 meses de tentativas
Casais com 35 anos ou mais devem iniciar após 6 meses
Em casos de menstruação irregular, histórico de endometriose, cirurgias testiculares, vasectomia ou baixa contagem de espermatozoides, a avaliação pode começar antes
Diagnóstico integrado: para o casal, não só para a mulher
Ainda é comum que muitos casais comecem a investigar apenas a mulher. Mas em 40% dos casos, a causa está no homem. E em outros 20%, a infertilidade é combinada.
Por isso, o IPRH adota o diagnóstico integrado como padrão:
Avaliação ginecológica completa
Exames hormonais e da reserva ovariana
Espermograma e avaliação andrológica
Histórico médico e reprodutivo de ambos
Avaliação complementar conforme o caso
Exames que fazem parte da investigação inicial
Os exames variam conforme cada paciente, mas alguns são frequentemente solicitados no início:
Feminino:
Ultrassonografia transvaginal
Contagem de folículos antrais (CFA)
Hormônio antimülleriano (AMH)
FSH e estradiol
Histerossalpingografia (avalia trompas)
Sorologias e cariótipo, quando indicado
Saiba mais sobre reserva ovariana
Masculino:
Espermograma
Hormônios (testosterona, FSH, LH)
Ultrassonografia testicular
Fragmentação do DNA espermático
Avaliação urológica completa
Entenda o que o espermograma avalia
Qual o objetivo da investigação?
O principal objetivo do diagnóstico é identificar a real causa da dificuldade para engravidar, e assim, indicar o caminho mais adequado.
Alguns diagnósticos comuns incluem:
Baixa reserva ovariana
Obstrução das trompas
Endometriose
Varicocele
Alterações no sêmen
Anovulação crônica
Infertilidade sem causa aparente (ISECA)
Cada um desses casos leva a uma conduta diferente.
Por isso, o tratamento ideal só pode ser definido após uma investigação completa.
FAQ — Diagnóstico da infertilidade
Quanto tempo dura a investigação da fertilidade?
Na maioria dos casos, a investigação completa é feita em poucas semanas, com exames simples e consultas com a equipe médica.
É possível descobrir a causa logo na primeira consulta?
Em alguns casos, sim. Mas na maioria das vezes, é preciso aguardar os exames para definir a conduta com segurança.
A mulher sempre precisa fazer histerossalpingografia?
Não. Esse exame é indicado apenas quando há suspeita de obstrução tubária. Ele não é obrigatório em todos os casos.
O espermograma sozinho já define a fertilidade masculina?
Não. O espermograma é essencial, mas precisa ser analisado junto a outros exames e ao histórico do paciente.
O que acontece se nenhum exame mostra a causa da infertilidade?
Quando não há um fator claro, chamamos de infertilidade sem causa aparente. Nesses casos, a indicação do tratamento é feita com base na idade, tempo de tentativa e resultados gerais.
